Só coisas que não consigo te falar

Não queria sentir que você esta indo embora, mas fica, só pra ser o motivo das minhas palavras, ou pra ser o motivo das minhas lágrimas. Eu queria estar aí, e na verdade estou com você, então porque sinto que aos poucos estou ficando sozinha? Não consigo parar de pensar o quanto queria que você não existisse por me arrancar sentimentos tão puros e impróprios. Tenho vontade de arrancar esse teu coração só pra mim, tenho certeza que você também quer tirar o meu. Ah como é ruim, como é ruim ser amado e amar, mas ser privado de um abraço, ser privado de vê teu sorriso, de ouvir tua voz, de olhar nos teus olhos, sentir seus braços em volta de mim e os seus lábios nos meus, sinto sua falta.

Amor

 Vamos falar um pouquinho sobre o amor? É, esse sentimento que confunde, complica, e é a nossa base ou nem um querer da vida. Amor essa palavra pequena que demonstra grandes coisas. Tem amores conhecidos, amores a primeira vista, amores opostos, mas sempre amores. Nem sempre acreditei no amor, e não acredito agora, estou esperando que mostrem-me o contrário, porque talvez o amor só seja uma grande admiração por alguém, só que amor de verdade te faz querer mais que só admirar. Hoje eu falo de amor não por dúvidas, falo pela saudade que vou sentir, mas eu sei que você volta logo, logo. Amor a gente não sabe quando começa a sentir, a gente não sabe nem o que sente, só sabe que é amor quando o outro não tá presente, e bate aquela saudade, ou quando o outro tá presente e aquelas borboletas começam a voar de um lado pra outro sem parar dentro de você. É difícil falar de amor, só fala quem sabe, só fala quem já sentiu, e pela primeira vez sinto algo diferente por alguém, e algo me diz que é o amor. Eu realmente não acredito no amor, então porque estou sentindo isso tudo aqui dentro?

Tente outra vez


​Aquele sentimento de “tente outra vez” vem às vezes do nada quando estamos desistindo, o importante é ter esse sentimento sempre. Pra mim sempre foi confuso escolher entre desistir ou tentar novamente porque eu sempre fui tão negativa que eu pensava e penso até hoje a maioria das vezes “pra que tentar se não vai dá certo mesmo?” E isso não é verdade, existem várias formas de dar certo a gente só precisa buscar elas porque sozinhas elas não viram até a gente. Todo mundo tem aquele sonho inalcançável, e são poucas pessoas que vão atrás dele, por isso, poucas conseguem, eu tento sempre que to cansada ou não aguento mais fazer algo que parece não me trazer um retorno (agora), parar e pensar nesses sonhos inalcançáveis e que pra mim eles seram possíveis sim, basta tentar outra vez.

Música da semana

Dia Especial – Cidadão Quem 

“Se alguém

Já lhe deu a mão

E não pediu mais nada em troca

Pense bem, pois é um dia especial


Eu sei

Que não é sempre

Que a gente encontra alguém

Que faça bem

E nos leve desse temporal


O amor é maior que tudo

Do que todos, até a dor

Se vai quando o olhar é natural


Sonhei que as pessoas eram boas

Em um mundo de amor

E acordei nesse mundo marginal


Mas te vejo e sinto

O brilho desse olhar

Que me acalma

Me traz força pra encarar tudo


Mas te vejo e sinto

O brilho desse olhar

Que me acalma

Me traz força pra encarar tudo


O amor é maior que tudo

Do que todos, até a dor

Se vai quando o olhar é natural


Sonhei que as pessoas eram boas

Em um mundo de amor

E acordei na terceira Guerra Mundial


Mas te vejo e sinto

O brilho desse olhar

Que me acalma

Me traz força pra encarar tudo”


Pedro e as razões do universo 

Pedro odiava pensar sobre o futuro. Pedro não conseguiu lembrar de quem lhe disse que o passado era o resultado do futuro. Pedro odiava teorias que não faziam o menor sentindo. Todos os dias ele fazia uma tabela e escrevia palavras ruins de preto e então cortava-as e colava em um caderno. O caderno das coisas ruins. Incialmente, eram palavras. Se tornaram frases. Se tornaram poemas. Se tornaram histórias ruins. Pedro perdeu aquele caderno e nunca mais teria chance de vê-lo novamente. Assim como perdeu as coisas ruins que estavam nele. Mas Pedro procurou pelo caderno dia e noite. E sentiu lágrimas vindo com uma vontade de serem libertadas. Pedro queria pro mundo desabar junto com ele. E Pedro não se lembrou, outra vez, de que faltavam-lhe palavras ruins. Pedro só queria dizer que sentia muito, mas ele não sentia nada.

Pedro e a lua

Pedro não era social. Odiava pessoas. Mas gostava de andar sozinho todas as noites. Era madrugada. Não esperava achar alguém. Até ouvir um choro baixinho que lhe agonizava a alma. Então se deparou com ela. Era um espírito de luz usando preto em plena madrugada fria. Não queria mas precisou se aproximar. Tudo começou a acontecer aos poucos. Pedro se perdeu por um tempo. Não queria e não sabia amar. Pedro tinha medo de que o espírito de luz não fosse assim tão da luz. Pedro não a chamava mas escrevia pra ela. Ela não era ela era Lua. E Pedro odiava o sol mesmo. E quando Lua disse-lhe “Eu te amo” e tocou-lhe os cabelos em meio a chuva de novembro. Pedro já tinha ido. Pedro não pode sentir-lhe as lágrimas agora, mas já tinha visto aquelas lágrimas antes em seu rosto, sem motivo, sem explicações em meio a madrugada fria.

Fred

Fred. Fred era diferente. Fred se sentia sozinho perto de tantos “amiguinhos”. Fred não sabia a diferença de T e D, nem de M e N. Mas isso o tornava O Fred.Fred gostava de usar roxo com vermelho e rosa com azul. Fred todos os dias tentava contar as estrelas. Fred era tão feliz quanto triste. Fred não gostava muito de dividir mas gostava de ajudar. Fred tentou. Fred errou. Fred até chorou sem querer algumas vezes. Afinal e contas, quem era Fred ao lado de Júlio? Pedro? Luís?. Fred era só o Fred. Fred tinha apenas uma amiga. Sua melhor e única amiga. Júlia. Ana Júlia. Fred adorava andar de bicicleta com Júlia e todos os dias inventava historias sobre viajar para outro planeta, com ela claro. Fred perdeu Júlia. Júlia se foi. Se foi pra longe. Talvez um dia volta pra visita-lo. E estava Fred sozinho, mais sozinho ainda. Os anos se passaram pra Fred. Mesmo assim. Era sempre o Fred. O Fred sozinho. E a pressão de Pedro, Luís e Júlio cresceu. Fred não encontrava saídas. Fred deixará a um tempo seus sorrisos. Fred deixará todos os outros. Aqueles que faziam ele se sentir sozinho. Deixará Júlia também. Mas ele o deixará pra sempre. Será que Júlia ainda viria visitá-lo?

Não sei Pedro

Não sei Pedro

Andando em meio a chuva, ali estava ele, meio preocupado em quando aquele choro iria parar, mas não era tão risonho? Não era ele hoje, então chorou, chorou com a chuva, não sabia o que sentia, estava sufocado, não sabia quem era, ele precisa de um anjo. Pedro precisa se encontrar. Pedro não tinha mais certeza do que estava fazendo. Pedro não aguentava acordar todos os dias, ele tinha vontade de morrer e vontade de matar. Não sei Pedro. Quem era Pedro aos 7 anos quando se perdeu e nunca mais se encontrou. Pedro tu fostes amado? Ele dizia “Não” para quase todas se não todas as perguntas. Mas Pedro era feliz, até decidir procura-se. Em meio a tanta chuva, e tanta vontade de ser fim, Pedro atravessou a rua assim como um dia alguém atravessou por seu coração e foi embora sem despedidas. Agora quem foi embora sem despedidas foi Pedro. A última cena que Pedro viveu foram pessoas o chamando, mas Pedro já se fora.

Música da semana 

Let me in – Grouplove 

Letra:

Me dê, me dê aquele amor

Estarei esperando por você

Pegue minha mão

Estarei lutando por você


Me deixe entrar, sim

Me deixe ficar mais perto

Me pegou correndo descontrolado

Como se sentisse tudo


Pegue minha mão

Estarei lutando por você


Todo esse tempo viajando

E dormindo por aí

Você me pegou, agora estou nadando

Nadando em nuvens


Me dê, me dê aquele amor

Estarei esperando por você

Pegue minha mão

Estarei lutando por você


E estou descobrindo

Que tudo o que sei está em casa

Mas estou contando para o homem

O meu plano para nunca me sentir sozinho


Me deixe entrar, sim

Me deixe ficar mais perto

Levanto minhas mãos

Como se estivesse em uma montanha-russa

Não pode ser, não pode ser solitário

Parecendo que está amando

Você está vivendo o momento

Você me pegou, agora estou nadando

Nadando em nuvens


Me dê, me dê aquele amor

Estarei esperando por você

Pegue minha mão

Estarei lutando por você


Prendendo a respiração

Até não restar mais nada

Prenda sua respiração

Agora não resta mais nada

Me dê aquele amor

Estarei esperando por você


E estou descobrindo

Que tudo que sei está em casa

Mas estou contando para o homem

O meu plano para nunca me sentir sozinho


Me dê, me dê aquele amor

Estarei esperando por você

Pegue minha mão

Estarei lutando por você


Prendendo a respiração

Até não restar mais nada

Prenda sua respiração

Agora não resta mais nada

Me dê, me dê aquele amor

Estarei esperando por você

Nada acontece por acaso

– Você sabe me dizer quantos passos daríamos daqui pra casa?  – disse a garotinha de cabelos enroladinhos ao meu lado –


– Depende, alguns não sabem dizer onde é a casa, outros não sabem contar os passos, e outros são mudos. 


– Você sabe a diferença de saber e aprender?

– disse ela olhando fixamente para o mapa em cima da minha mesa – 

– Acho que alguns são dons, outros é facilidade. 


– Sabe me dizer porque tantas brigas hoje?

– Não entendi de que brigas ela estava falando, até ver que ela estava olhando pelos meus olhos – 


– Não sei, resolvemos colocar responsabilidade no mundo sendo que nós que temos responsabilidades com ele. 


– Então saberia me informar qual seria a data de devolução dos nossos sentimentos?

 

– Me perguntou olhando-me com cara de boba como se fosse fácil encontrar de uma vez uma resposta adequada para a pergunta- 


– Essa informação só pode ser dita a amigos confiáveis, mas mesmo assim, não sabemos então não diremos. 


– Senhor, porque não conta os passos pra casa? Porque não procura aprender mais e saber menos? Porque não tira essas brigas e toda essa confusões da sua mente? Mas mesmo assim não devolva seus sentimentos se não sabe ficar sem eles, mas se cansar pode guarda-los um pouco na gaveta.